quinta-feira, 19 de maio de 2016

CONTRADITA ÀS BRAVATAS GLEIVISON

Este é o vídeo divulgado pela assessoria do vereador sebastianense, Gleivison Gaspar (PMDB), que trabalha sob tutela do ex-prefeito Juan Garcia, presidente de seu partido. Tecerei um breve comentário a respeito dessa manifestação do parlamentar. O "luto" em sua camisa não é um verbo, portanto, é uma crítica oportunista - e só. O vereador é useiro e vezeiro em jogar pra galera. O protagonismo é da causa dos servidores, não das firulas do vereador. A Câmara deve ser a instância do diálogo, não da ruptura.



O servidor é o patrimônio maior do Município. Quem banca o seu salário é o contribuinte, e os recursos públicos servem para cobrir a folha de pagamento, mas também para assegurar as condições de novos investimentos e o custeio da máquina pública, e esta é uma responsabilidade do gestor público. Gleivison, extravagante e falacioso, contribuiria se dissesse o que deveria ser feito para assegurar essas condições.

O vereador ataca seus pares do Legislativo cobrando-lhes com bravatas. Não é a primeira vez que ele tenta surfar em manifestações tripudiando sobre os demais parlamentares. Até ao Conselho de Ética já foi levado. O que se espera é temperança, bom senso e conhecimento. Ele representa um partido que quer governar a cidade. 

Desconsiderar os recursos do IPTU da Petrobras, o maior de todos os contribuintes, no conjunto contábil do Município é ignorar a realidade para construir um discurso político mentiroso, fraco e de ocasião. Esse foi o papel do vereador Gleivison neste ato panfletário, espalhafatoso e discursivo. Com este gesto - rotineiro - é ele quem faz a Câmara parecer uma casa de carnes falida, como o próprio se referiu ao Poder Legislativo.

Dinheiro não brota em árvore, basta ver como o PMDB está lidando com as questões nacionais. A capa do jornal O Globo desta quarta (18) fala por si só sobre o jeito de o PMDB  junto com seu novo aliado - o PSDB governar.


Já aconteceu em São Sebastião
Quase no fim da gestão do ex-prefeito Juan Garcia houve medidas administrativas que desidrataram os rendimentos do servidor. Gleivison ocupava um cargo comissionado à época e jamais levantou sua voz em favor da classe - enquanto incorporava penduricalhos ao seu salário. 

Naquele fatídico dia, reunidos no Salão Paroquial com mais de 500 servidores, o então prefeito Juan Garcia simplesmente informou que imporia mudanças no Estatuto dos Servidores e que retiraria - como de fato o fez - vários direitos dos mesmos , tais como: direito as incorporações; direito as abonadas; direito aos 90 dias de licença, enfim, retirada de "direitos", um ataque aos servidores.

Revisão do Estatuto do Servidor
O Prefeito Ernane tem sido um garantista, em 2010 devolveu todos estes direitos ao funcionalismo e ainda incluiu a Licença Maternidade de 180 dias, a folga no dia do aniversario do servidor, pagamento da sexta parte, são algumas das medidas que me lembro. Isso é bom, mas gera custos à municipalidade; porém, o impacto estava estimado. É assim que se faz.

Em 2015 Ernane consertou outro erro da gestão de Juan, um exclusivista, que tinha igualado várias funções como auxiliar de educação.  A justiça mandou voltar para seus cargos de origem com rebaixamento de salários, foi horrível. O Governo enviou um Projeto de Lei para Câmara reparando isso e devolvendo a paz à cerca de 700 servidores envolvidos. O Legislativo não faltou, e neste projeto até o vereador Gleivison votou junto com os governistas.  

Portanto, atacar seus pares para fazer média com os servidores que ele abandonou no passado é um ato político e pessoal falho. Essa velha mania de achar que vai se dar bem às custas dos outros. Há que se repudiar. Estar ao lado da causa é agregar valores, é juntar forças, é patrocinar o diálogo, é oferecer caminhos e buscar soluções; não o contrário.


Receita
Ao desdenhar dos recursos do IPTU da Petrobras - que estão sendo depositados em juízo, mostra desconhecimento sobre o orçamento público ou má fé. Se o intuito é qualificar o debate em favor da negociação, há que se mostrar sob quais condições o reajuste pode ser concedido. Agora, se a ideia é azucrinar e capitular o movimento para faturar politicamente, aí é outro papo. E é o que parece. 

O orçamento do Município estimado para este ano é de quanto? O IPTU da Petrobras retido em juízo é de quanto e corresponde a que percentual do Orçamento?. A Folha custa quanto por mês? Esse valor equivale qual percentual do orçamento? Se o Prefeito conceder o aumento pedido pelo Sindicato, a folha vai para quantos milhões? Consumirá qual tamanho do orçamento? Isso elevará a margem de gasto com pessoal para qual percentual? O Prefeito passaria a responder no TCE e comprometeria as finanças públicas sobre os demais serviços à sociedade? 

São perguntas objetivas como estas que precisariam perfazer um discurso político consciente e responsável. Gleivison teria que mostrar o que o seu partido faria se estivesse no Poder, até para saber quem creria. Seu tutor não foi reeleito e ainda exonerado à bem do serviço público e seu grupo político só o elegeu, logo, o que se quer é uma conversa mais programática, a busca de alternativas a queda de receita e aumento de despesas. Fora disso, resta essa mixórdia política do vereador Gleivison.
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09h36min.   -     adelsonpimenta@ig.com.br

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