quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O ENTREVERO DA VEZ



Vou economizar ao falar sobre o entrevero entre os vereadores dos dois lados do balcão, Gleivison (oposição) X Reinaldinho (situação). Mas, direi algo. 

Ambos fizeram até transmissão ao vivo para falar sobre o ocorrido. A estratégia aparente é espichar o balacobaco mais que cuspe de bêbado. Se certo ou errado é outro papo. 

Na sessão desta terça-feira, 08, ao oferecer o uso do microfone à Presidente do Sindicato dos Servidores, Audrei Guatura, àquela do batom no debate eleitoral, Gleivison não observou o Regimento Interno; ao que Reinaldinho, abruptamente cortou-lhe o microfone. 

Está chegando a hora de instalar uma UPP entre eles? 

O fato é que ao rivalizarem entre si, polarizaram as atenções, apesar da turma do deixa disso, Mas, duas coisas podem acontecer: excesso é uma; outra talvez seja a pressa em vestir a  a roupa majoritária sem experimentar no provador primeiro. É cedo para isso, devem usar a roupa que tem por hora, cada um com a sua. 

Reinaldinho, um expoente da juventude de seu partido deve entender que a liderança na caserna ainda é a do seu prefeito CASSADO, Felipe Augusto. Da mesma forma em relação ao professor Gleivison, que tem luz própria e um caminhão de votos, mas, para ir mais longe não pode esquecer o papel que desempenha seu líder, Juan Garcia.

Mas, pensem bem, voltando a moça do batom, ela é aliada do Governo, então, por qual razão não teria falado diretamente com o Presidente da Câmara? Quando Gleivison lhe oferece a palavra na Casa, mesmo sabendo que há procedimentos, lançou isca? Quando Reinaldinho lhe tira a voz no som da transmissão da sessão, lhe ofereceu um chiste? À saber. 

Antagonizaram e mereceram a atenção do grande público. Ponto para a audiência, mas e para a compreensão e aceitação em relação a tal comportamento? Não sei. À ver.

Num momento em que a representatividade política está tão em baixa; que a relação do poder Legislativo com a população está desgastada; um prefeito na iminência de ser ejetado da cadeira pela Justiça Eleitoral e uma nova eleição ser realizada no município; é hora de redobrar a calma.

Bora pensar no egrégio colegiado com a sua legítima concepção, não como um octógono onde o que ficar de pé leva um cinturão.

Senhores, é hora de verear por ocasião, não de prefeitar por antecipação.  
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17h57min,. - adelsonpimentarafael@gmail.com

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