quarta-feira, 11 de abril de 2018

MORTES À PARTIR DO HOSPITAL DE SÃO SEBASTIÃO SÃO DENUNCIADAS NO COMUS


A denúncia que foi protocolada, mas não lida, mas que abalou a última reunião do Conselho Municipal de Saúde de São Sebastião - Comus, é mais um triste capítulo do buzzword (nova expressão) criada pelo marketing eleitoral do Prefeito Felipe Augusto, a tal da "nova" São Sebastião.
Nas redes sociais, o que se viu antecedendo essa reunião ordinária de ontem, 10/04, foi médico mobilizando "amigos" em um grupo do whatsapp para povoarem o local apertado do evento e fazerem uma suposta "defesa" da responsável pelo Hospital De Clinicas De Sao Sebastiao.
Pergunto: defender de que? Não se trata de um tribunal inquisitório, mas de um colegiado onde as coisas devem ser apuradas com rigor, as contas e as denúncias. É para isso que existe o Comus.
Na bravata sem limites, até "voz de prisão" o Secretário de Saúde, Carlos Roberto Pinto - o "Carlinhos", deu ao advogado Daniel Galani. Mas, afinou depois. Daniel Galani é Conselheiro de saúde e representa a OAB.
Vamos à Denúncia - documentada:
Assinada por Anthero Alves Neto, protocolada no Comus e no Ministério Público do Estado de São Paulo em 03/04 e entregue para a Associação Médica hoje, 11/04, a denúncia "contém a espantosa narrativa de um histórico recente em que se abriu mão do atendimento médico, o que pode ter sido o motivo de três óbitos".
A Responsável Técnica pelo Hospital de Clínicas de São Sebastião é a dermatologista Luciana R. P. Correa. Há questionamentos sobre a sua capacidade profissional; sobre o fato de seu marido ter sido nomeado Coordenador de Fisioterapia depois que ela assumiu a Direção do Hospital.
Há ainda um breve histórico de Portarias documentando o vai-e-vem da Denise Passarelli, que acumularia funções incompatíveis com o tempo que teria que se dispor aos trabalhos.
Fala também sobre o médico Dr. Juan Lambert (este está com os bens em sede liminar bloqueados por causa da obra inacabada, mas paga, da UPA do Perequê Mirim em Caraguá. E há rumores de que estaria de férias e com planos de sair do país), taxando-o por "recém-formado" e acusando-o de não possuir "residência médica" e de não fazer parte do Corpo Clínico do Município.
Teriam estes personagens determinado uma medida administrativa (uma "Norma") com "limitação de pedidos de exames: tomografia, endoscopia; colonoscopia e ecocardiograma". Consta: "Só serão autorizados para urgência e emergência ou médico especialista". E continua..."É uma flagrante afronta ao Código de Ética Médica...Art. 57..."
À partir desta introdutória, a peça denuncia casos que levaram pacientes a óbito. Destaco o caso de um paciente de 14 anos que esteve por três vezes consecutivas em atendimento no Hospital com o mesmo sintoma e os necessários exames não foram requeridos. na quarta entrada, faleceu.
Há outros casos. Todos constam na denúncia que também será encaminhada ao Conselho Regional de Medicina - CREMESP.
Do Blog:
Primeiro, neste caso, o estranho é o Secretário de Saúde não ter sido o primeiro a pedir cópia da denúncia e ele próprio ter determinado a imediata instauração de Uma Comissão de Investigação; antes, porém, foi alguém que não quis corroborar para a leitura da denúncia.
Não custa lembrar que os médicos assinaram uma Carta ao Prefeito da cidade expondo a desaprovação em relação a sra Denise Passarelli.
Outro fato é que algumas dessas pessoas recebem financeiramente todo mês valores impraticáveis - alcançados por um acúmulo de coisas que envolveria, nomeação, gratificação, matrículas, contratos, plantões, enfim..
Nova denúncia...
Também soube que novas denúncias serão oferecidas ao Ministério Público do Estado de São Paulo.
Uma tratará do aluguel e serviços de ambulância. Sobre este caso, me recordo de ter sido denunciado algo na gestão passada e isso se tornou objeto de um Inquérito do MP, já que funcionários públicos estariam envolvidos. Soube, inclusive, que parte dessa denúncia é também investigada pela Operação Torniquete, sob responsabilidade da Polícia Federal - PF.
A nova denúncia que deverá ser apresentada dirá que a prática continua. Isso é muito sério. Mas, no caso atual, segundo informações preliminares, envolveria o filho de um médico e gente de hierarquia superior no Governo local.
Outra é o caso da falta de organização administrativa da UPA, não havendo que se responsabilize formalmente por um eventual sinistro; também a compra do foco cirúrgico, e a aquisição de remédios.
Além disso, lupa numa eventual contratação de uma OS para setores da Saúde municipal.
Tudo está sob olhares atentos de gente da cidade. Assim que efetivamente novas denúncias forem protocoladas e eu tiver acesso, também direi aqui neste blog.
Espaço aberto às manifestações.

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