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ANGRA, ALÉM DA BIRUTA

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Novos voos, oportunidades de mercado e integração territorial apontam diferentes direções para o desenvolvimento econômico Poucas cidades fluminenses reúnem, num mesmo território, turismo de alto valor agregado, indústria naval, instalações energéticas de importância nacional e uma expressiva economia náutica e portuária. Angra dos Reis concentra esses ativos, mas sua proximidade geográfica não assegura integração econômica. Transformá-los em vantagem competitiva exige conectar mercados, infraestrutura e serviços, reduzindo custos, tempos de deslocamento e incertezas. É sob essa perspectiva que interpreto o  anúncio   da Azul Conecta , em 22 de outubro, de novas ligações sazonais com São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mais que uma novidade turística, vejo nele diferentes ventos soprando sobre a economia angrense. A questão é saber como aproveitar sua força para produzir resultados que sobrevivam à temporada. O primeiro sinal vem do próprio mercado, mas tem um antecede...

CARTOGRAFIA DO GÁS

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As novas rotas do mercado redesenham o lugar de Caraguatatuba na economia da Bacia de Santos Poucas cidades dispõem da oportunidade de abrigar uma infraestrutura diretamente ligada a um setor vital para o país. Caraguatatuba tornou-se o nó terrestre da Rota 1 e recebeu a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, a UTGCA , conectando seu território à produção do Pré-Sal da Bacia de Santos. A planta não pertence ao Município, que tampouco controla os gasodutos ou decide o destino comercial das moléculas. Ainda assim, sua instalação alterou a precificação econômica e institucional da cidade. Caraguatatuba deixou de ocupar apenas o mapa do turismo, dos serviços e da construção civil. Passou a integrar a infraestrutura da segurança energética nacional , com efeitos sobre expectativas de investimento, empregos especializados, fornecedores, arrecadação e capacidade de interlocução com a União, o Governo do Estado e a Petrobras. A UTGCA agregou valor geopolítico ao território . O problema...

ALÉM DO HOTEL

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Uma controvérsia ambiental, muitos documentos e as responsabilidades que ultrapassam uma manchete artigo Entre Juquehy e Barra do Una, na Costa Sul de São Sebastião, um empreendimento hoteleiro ainda em implantação já hospeda controvérsias que ultrapassam os limites de sua propriedade.  Questionamentos ambientais, dúvidas sobre a estabilidade da encosta e divergências administrativas passaram a integrar a exposição pública de um negócio que sequer abriu suas portas. Seus possíveis reflexos sobre a confiança de futuros hóspedes e a reputação comercial não podem ser confundidos com prejuízos comprovados, mas representam uma espécie de reserva antecipada de incertezas, cujos efeitos poderão ultrapassar o próprio desfecho da controvérsia. A imprensa não pode - nem deve - abdicar de investigar riscos, acompanhar a fiscalização e revelar irregularidades . Cabe-lhe, igualmente, distinguir suspeitas de constatações, decisões provisórias de conclusões definitivas e acompanhar a evolução dos...

AVALIAÇÃO SISTÊMICA

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Sinais fiscais, econômicos e jurídicos para compreender os desafios de Caraguatatuba em 2027 A avaliação sistêmica de uma administração pública não se resume ao exame individual de secretarias ou à percepção de seus gestores . Consiste em relacionar desempenho econômico, arrecadação, obrigações financeiras, segurança jurídica e resultados das políticas públicas. Em Caraguatatuba, os documentos oficiais de 2026 permitem esse exercício enquanto as contas permanecem abertas. Mais do que antecipar conclusões sobre o exercício, importa identificar riscos que ainda podem ser administrados. O Decreto Municipal nº 2.539 , de 17 de junho, fornece o primeiro diagnóstico. No quadrimestre inicial, a arrecadação de royalties ficou aproximadamente R$ 22,65 milhões abaixo da programação; a cota-parte do ICMS, R$ 21,99 milhões. Foram R$ 44,63 milhões de frustração nessas duas fontes. Entretanto, impostos e taxas superaram as estimativas, enquanto as receitas correntes, em conjunto, atingiram 93,40%...

TRAVESSIA ELÉTRICA

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Novos investimentos em balsas e terminais abrem caminho para transformar a mobilidade, a economia e a relação de São Sebastião com seu território São Sebastião e Ilhabela são separados por um mar que também os une. Agora, essa ligação histórica se prepara para uma transformação. Novos investimentos, modernização dos terminais e uma geração de embarcações elétricas anunciam outra etapa no transporte pelo Canal. Mais do que renovar um serviço essencial à integração regional, a mudança abre uma oportunidade para reorganizar sua relação com a cidade . A partir de 9 de novembro, a AcquaVias SP assume a operação das travessias estaduais, sob fiscalização da Artesp - Agência de Transporte do Estado de São Paulo . A concessão, com duração de 20 anos, prevê investimentos de R$ 2,5 bilhões no conjunto de 14 linhas paulistas, incluindo 45 novas embarcações, das quais 41 elétricas . Para São Sebastião, o projeto contempla uma transformação especialmente relevante: novo terminal, readequação d...