ALÉM DA CARGA
Do limite operacional do Porto atual à escala projetada do SSB01, a transição exigirá mais que obras: concorrência, aduana, licenciamento e continuidade econômica O debate sobre o futuro do Porto de São Sebastião já não cabe numa oposição simples entre preservar o modelo existente e substituí-lo por outro. O que está em discussão é mais complexo: como transformar um ativo público que demonstrou capacidade de crescer em uma infraestrutura de outra escala sem produzir, no intervalo entre uma realidade e outra, perda de competitividade, concentração indesejada ou descontinuidade econômica. Os números recentes explicam por que essa pergunta importa. Em 2024, o Porto movimentou 1,53 milhão de toneladas, recorde de sua história recente. Em 2025, foram aproximadamente 1,44 milhão de toneladas, enquanto a Companhia Docas de São Sebastião alcançou receita operacional de cerca de R$ 75 milhões. Ainda assim, o PLI 2050 , planejamento logístico do Estado de São Paulo, classifica o Porto como ins...