ANTES DA CHUVA
Uma nova metodologia nacional para mapear riscos revela o que aproxima São Sebastião e Angra dos Reis para além da Rio-Santos: experiências que mostram por que prevenção também é uma forma de governar o território Há decisões públicas cuja importância aparece justamente quando nada acontece. Uma encosta que permanece estável, uma drenagem que suporta a chuva, uma ocupação de risco que não chega a se consolidar, um alerta emitido a tempo. São resultados silenciosos de uma política que só costuma ganhar manchetes quando falha. Depois de quase vinte anos, o Brasil acaba de atualizar uma de suas principais referências nessa área: o manual Mapeamento de Riscos : Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos , do Ministério das Cidades . A revisão incorpora novos instrumentos tecnológicos, amplia o tratamento de inundações, enchentes, enxurradas e outros processos geológicos e hidrológicos e concentra a classificação nos riscos médio, alto e muito alto — R2, R3 e R4. Po...