O ATIVO INVISÍVEL
Por que o valor de São Sebastião hoje vai além da infraestrutura, da logística e de suas belezas naturais Se o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo fosse uma agência de classificação de risco, São Sebastião teria entrado em 2025 sob perspectiva negativa. Os números explicavam o alerta: em 2024, para uma receita de R$ 1,66 bilhão, a despesa empenhada superou R$ 2,27 bilhões. O desequilíbrio atravessou a política, bateu nos órgãos de controle e impôs uma palavra inevitável: ajuste. O mercado conhece esse roteiro. Quando os fundamentos pioram, o risco sobe. E alguém paga a conta. Um ano depois, o balanço contava outra história. Em 2025, a receita consolidada voltou a ficar acima da despesa empenhada - trajetória mantida no primeiro quadrimestre de 2026. Organização fiscal também produz algo que não aparece nos livros contábeis: credibilidade. Os problemas não desapareceram. O risco mudou de direção. A geografia continua a mesma. O Porto e o TEBAR já estavam aqui. A Costa Sul não d...