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O STF QUE EMERGE DO FUNDO DO MAR

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Treze anos depois, o Supremo volta a julgar os royalties diante de outro mapa do petróleo, novos interesses territoriais e uma Federação que talvez já não caiba nos mesmos lados da disputa A Justiça se move por provocação. A geologia, não. Em março de 2013, o Governo do Estado do Rio de Janeiro provocou o STF - Supremo Tribunal Federal contra a nova distribuição dos royalties aprovada pelo Congresso. Cármen Lúcia concedeu a liminar, ( noticias.stf.jus.br ). Passados treze anos, os principais dispositivos questionados da Lei nº 12.734 continuam sem produzir os efeitos imaginados pelo legislador. A cautelar conseguiu suspender os efeitos da lei. Não conseguiu suspender o fundo do mar. Enquanto o processo atravessava mais de uma década, o Brasil descobriu muito mais sobre a riqueza existente sob seu território marítimo. O pré-sal consolidou a Bacia de Santos como centro extraordinário da produção nacional. Novas descobertas, como Aram, mostraram que mesmo uma província considerada ma...

A FRONTEIRA DA TRANSIÇÃO

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O primeiro ano do novo governo de Caraguatatuba começou com orçamento, obrigações e patrimônio recebidos. Os documentos ajudam a entender o que aconteceu depois Caraguatatuba registrou em 2025 R$ 1,505 bilhão em receitas e R$ 1,284 bilhão em despesas empenhadas, segundo o Portal do Tribunal de Contas do Estado . Na entrada daquele mesmo exercício, documentos da transição apontavam R$ 8,57 milhões disponíveis para livre movimentação diante de R$ 71,9 milhões classificados como contas a pagar. Os números não medem a mesma coisa e não autorizam concluir, pela simples diferença, que houve superávit de R$ 221 milhões. Mas, colocados no tempo, provocam uma pergunta mais interessante: o que aconteceu entre o ponto de partida e o fechamento daquele exercício? Talvez seja essa a melhor maneira de observar a transição de Governo em Caraguatatuba . Há versões divergentes sobre as condições em que o Município foi entregue por uma Administração e recebido pela outra. Isso é próprio da política. ...

DA CIP AO CEP

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Quando a iluminação pública deixa de ser apenas um serviço urbano e passa a integrar segurança, mobilidade, eficiência, desenvolvimento e qualidade de vida “ Haja luz ” talvez seja uma das frases mais conhecidas da história. Nas cidades, porém, fazer a luz chegar a cada endereço exige planejamento, energia, investimento e gestão. Sua importância quase sempre é percebida quando falta. No escuro de uma rua não existe o mesmo conforto do escurinho do cinema. Acesa num campo de futebol, prolonga o jogo. Diante de uma escola, protege caminhos. Num ponto de ônibus, acompanha a espera. A luz é a mesma. O que muda é o CEP - e, com ele, a função que ela cumpre na cidade. É nessa dimensão que o Ilumina São Sebá deve ser compreendido. A proposta de substituir a iluminação convencional por LED e estender o serviço a todo o território municipal parece, à primeira vista, uma grande operação de modernização tecnológica. É mais do que isso. Claridade interfere na segurança, no trânsito, no comérc...

ALÉM DA EXPLICAÇÃO

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Quando alcance já não significa confiança e exposição não garante influência, pesquisas recentes revelam uma nova fronteira para a comunicação pública: transformar informação em compreensão e compreensão em confiança Há algum tempo escrevi, neste mesmo espaço, que Governar é Explicar . A ideia partia de uma constatação relativamente simples: disponibilizar informações, publicar documentos e anunciar decisões não significa necessariamente torná-las compreensíveis. A questão merece agora um passo adiante. Uma síntese das principais pesquisas de opinião e comportamento divulgadas no Brasil nos últimos seis meses, complementada por estudos internacionais e análises especializadas sobre confiança, consumo de notícias e hábitos digitais, revela uma transformação importante na maneira como as pessoas se informam. Alcance, credibilidade e influência já não caminham necessariamente juntos. As redes sociais adquiriram extraordinária capacidade de distribuição. São ambientes privilegiados para de...

ALÉM DA ENCOSTA

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O avanço das áreas de risco no Brasil recoloca uma questão que São Sebastião conhece profundamente: prevenir desastres exige governar o território antes da emergência O mais recente relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades recoloca no debate nacional uma questão que São Sebastião conhece de maneira dolorosamente concreta , qual seja, a de que milhões de brasileiros ainda vivem em áreas sujeitas a riscos geológicos. Para nós, sebastianenses, não é uma estatística distante.  Em fevereiro de 2023, São Sebastião viveu uma das maiores tragédias de sua história.  Desde então, falar sobre risco deixou definitivamente de ser exercício acadêmico. É falar sobre território, moradia, planejamento e, sobretudo, proteção da vida.  Mas há uma compreensão que precisamos amadurecer: a encosta é apenas a parte visível do problema. A vulnerabilidade territorial de São Sebastião não nasceu em um governo nem será eliminada por uma obra. Formou-se durante décadas no encontro ...

A PEDAGOGIA DO DADO

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O que a primeira mudança de faixa do IEG-M de São Sebastião em quatro exercícios revela sobre estabilização fiscal, capacidade de reação e os desafios que ainda permanecem    Um indicador público não serve apenas para medir. Observado isoladamente, oferece uma fotografia; submetido ao tempo e confrontado com as circunstâncias que o produziram, pode revelar movimento, capacidade de reação e direção. É essa, talvez, a principal pedagogia contida no resultado mais recente do Índice de Efetividade da Gestão Municipal ( IEG-M ), elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo . São Sebastião permaneceu classificado em C em 2022, 2023 e 2024. Em 2025, a cidade sob nova direção passou para C+. Essa é a nota. O dado está na mudança. Isoladamente, C+ não significa excelência; não elimina deficiências apontadas pela fiscalização nem autoriza triunfalismo. Mas, seria um erro ignorar que, depois de três exercícios no mesmo patamar, o indicador mudou de faixa exatamente quando o...

PRESENTE E PASSADO: O TEMPO DA VERBA

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Decisão do STF alivia uma das pressões sobre a Saúde e ajuda a compreender uma equação fiscal que há meses reduz o espaço de governo em Caraguatatuba Durante meses, Caraguatatuba administrou uma equação fiscal incomum : problemas de origens completamente diferentes passaram a produzir o mesmo resultado - menos espaço para governar.  Agora, ao menos uma dessas pressões começa a ser reposicionada. O ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal, acolheu parcialmente pedido do Município e determinou providências para que uma nova conta bancária receba os recursos correntes do SUS destinados ao custeio da Saúde em 2026. A investigação relacionada às emendas parlamentares de 2024 permanece. Novos repasses, porém, deixam de ficar submetidos à mesma indisponibilidade. A solução parece bancária. Mas, não é. Ela separa dinheiro, tempo e responsabilidade administrativa. As emendas investigadas somavam R$ 23 milhões e, segundo a documentação apresentada ao STF, foram empenhadas, liq...