ALÉM DO CAIS
São Sebastião e Caraguatatuba diante do desafio de construir uma plataforma logística regional que integre indústria paulista, economia offshore e a nova fronteira energética brasileira As perguntas mais importantes sobre o futuro do Porto de São Sebastião talvez ainda não tenham ocupado o centro do debate: qual papel estratégico esse ativo deverá exercer para a economia paulista e brasileira nas próximas décadas? E somente depois dela: quem administrará o Porto e qual modelo de negócio deverá ser adotado? A diferença entre essas duas questões é fundamental. O processo de desestatização, arrendamento ou reorganização da gestão portuária avançou nos últimos anos concentrado em temas como participação privada, governança, investimentos, preservação das operações existentes e desenho institucional. São discussões necessárias. Mas talvez exista uma etapa anterior: compreender com maior profundidade qual porto se deseja construir. Antes do operador, a estratégia. Portos modernos não são e...