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O ANÔNIMO ERA OUTRO

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Paulo Cilas teve nome e fotografia usados em perfil falso e apresentou boletim de ocorrência registrado antes dos fatos investigados O nome e a fotografia eram dele. Mas, segundo registro feito à Polícia Civil do Estado de São Paulo antes dos fatos que deram origem à investigação sobre perfis falsos em São Sebastião, a conta no Facebook - conforme denunciou - não lhe pertencia. A repercussão da reportagem “ Preso o Anônimo ” trouxe uma nova peça documental para uma história que ainda está sendo esclarecida pelas autoridades. Paulo Cilas Lomeu dos Santos procurou o Blog Pimenta na Política após receber questionamentos de pessoas que associaram seu nome aos episódios investigados. Até então, Paulo não havia sido apontado nominalmente pelo Blog como autor das publicações . Seu nome apareceu porque identificava um dos perfis objeto da própria investigação policial. Agora, ele apresenta sua versão , acompanhada de um documento anterior aos fatos centrais do caso . E é a cronologia que ...

PRESO O ANÔNIMO

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Dos perfis falsos à identificação do suspeito: como uma investigação digital em São Sebastião chegou à diligência durante a qual houve uma prisão Começou atrás de uma tela. Meses depois, chegou a uma prisão. Uma investigação iniciada após publicações feitas por perfis falsos no Facebook percorreu rastros digitais, chegou à identificação de um suspeito e levou a Polícia Civil do Estado de São Paulo ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão . Durante a diligência, em 12 de agosto de 2026, policiais encontraram munições e efetuaram a prisão em flagrante do investigado. A distinção é importante: a prisão não ocorreu pelas publicações investigadas. As munições encontradas durante a busca deram origem a procedimento criminal separado, houve arbitramento de fiança e posterior liberação. Mas a diligência durante a qual ocorreu a prisão nasceu da investigação iniciada meses antes no ambiente virtual. E essa história havia começado em 10 de maio. Documentos da Polícia Civil registr...

A SOBERANIA DO FATO PÚBLICO

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Em um ambiente governado por algoritmos, inteligência artificial e versões apressadas da realidade, o Estado pode terceirizar a circulação de suas mensagens — jamais a responsabilidade pela verdade que publica Um estudo divulgado em junho deste ano, 2026 pela Social Market Foundation analisou mais de 125 mil publicações em redes sociais e encontrou um dado inquietante: a desinformação apareceu quase três vezes mais em comunidades com pouca cobertura jornalística local. Uma em cada cinco mensagens falsas examinadas tratava de assuntos próximos da vida cotidiana - serviços públicos, transporte, planejamento urbano e política municipal. Realizada no Reino Unido, a pesquisa não pode ser mecanicamente transportada para a realidade brasileira. O mecanismo que ela revela, porém, é bastante reconhecível: quando faltam informação pública acessível, jornalismo local consistente e referências confiáveis, o vazio não permanece vazio. É rapidamente ocupado pela especulação, pela interpretação...