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ANTES DA CHUVA

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Uma nova metodologia nacional para mapear riscos revela o que aproxima São Sebastião e Angra dos Reis para além da Rio-Santos: experiências que mostram por que prevenção também é uma forma de governar o território Há decisões públicas cuja importância aparece justamente quando nada acontece. Uma encosta que permanece estável, uma drenagem que suporta a chuva, uma ocupação de risco que não chega a se consolidar, um alerta emitido a tempo. São resultados silenciosos de uma política que só costuma ganhar manchetes quando falha. Depois de quase vinte anos, o Brasil acaba de atualizar uma de suas principais referências nessa área: o manual Mapeamento de Riscos : Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos , do Ministério das Cidades . A revisão incorpora novos instrumentos tecnológicos, amplia o tratamento de inundações, enchentes, enxurradas e outros processos geológicos e hidrológicos e concentra a classificação nos riscos médio, alto e muito alto — R2, R3 e R4. Po...

DA PORTA PRA FORA

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Da reunião no Paço Municipal à solução habitacional de Barequeçaba, a discussão começa na casa, mas exige pensar o entorno como política de cidade Na segunda-feira, 24, o prefeito Reinaldinho Moreira recebeu moradores de Barequeçaba para tratar de uma ferida aberta. São 26 famílias atingidas pelas chuvas de 2019 - com imóveis destruídos ou interditados pela Defesa Civil de São Sebastião e de SP - que ainda aguardam uma solução habitacional definitiva. A conversa avançou sobre a área de 4.705 m² destinada ao projeto. De um lado, os moradores manifestaram o desejo de receber lotes para construir casas térreas, preservando os vínculos com o bairro onde organizaram suas vidas. De outro, colocou-se em análise uma parceria com a CDHU para construção modular offsite. Novos encontros e uma visita técnica ao terreno aprofundarão as alternativas. Não há solução cravada nem modelo construtivo definido. E é justamente isso que torna essa discussão mais importante do que parece. Uma conversa ...

ANTES DO DINHEIRO, O PODER

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O STF quer saber quem decide sobre as emendas. Caraguatatuba ajuda a entender por quê Durante anos, o Brasil tentou responder para onde ia o dinheiro das emendas parlamentares . O STF - Supremo Tribunal Federal agora procura algo anterior: de onde partiu a decisão de mandá-lo para lá? A pergunta atravessa Brasília , partidos e órgãos de controle, mas tem uma conexão direta com Caraguatatuba . Em 2024, R$ 23 milhões chegaram à Saúde do município por duas transferências que mais tarde entrariam no radar de uma investigação envolvendo o presidente nacional do Partido Liberal . O dinheiro foi recebido. Segundo a Prefeitura de Caraguatatuba , executado. Dois anos depois , a história chegou ao STF e cerca de R$ 9 milhões existentes na conta do Fundo Municipal de Saúde acabaram bloqueados. Voltaremos a eles. Antes é preciso entender o que mudou em Brasília. Em decisão recente , o ministro Flávio Dino estabeleceu que presidentes de partidos, ex-parlamentares e outros agentes sem mandato nã...

O ATIVO INVISÍVEL

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Por que o valor de São Sebastião hoje vai além da infraestrutura, da logística e de suas belezas naturais Se o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo fosse uma agência de classificação de risco, São Sebastião teria entrado em 2025 sob perspectiva negativa. Os números explicavam o alerta: em 2024, para uma receita de R$ 1,66 bilhão, a despesa empenhada superou R$ 2,27 bilhões. O desequilíbrio atravessou a política, bateu nos órgãos de controle e impôs uma palavra inevitável: ajuste. O mercado conhece esse roteiro. Quando os fundamentos pioram, o risco sobe. E alguém paga a conta. Um ano depois, o balanço contava outra história. Em 2025, a receita consolidada voltou a ficar acima da despesa empenhada - trajetória mantida no primeiro quadrimestre de 2026. Organização fiscal também produz algo que não aparece nos livros contábeis: credibilidade. Os problemas não desapareceram. O risco mudou de direção. A geografia continua a mesma. O Porto e o TEBAR já estavam aqui. A Costa Sul não d...