NÃO CONTE À NINGUÉM

Reflexões sobre a gestão fiscal e a coragem silenciosa de São Sebastião


Não conte a ninguém, mas prudência também é progresso.

Há um certo afobamento. Há uma tentativa de pressão externa. Há quem aposte que aumentando o volume da voz crítica conseguirá camuflar coisas - e que porá o Governo do Município em condições adversas. 

Estamos indo para o final do ano e as velhas táticas de desconstrução não mudaram. O ensaio é mais do mesmo. O cálculo, todavia, contém erros. 

Sob cuidados expressos, o Município de São Sebastião vem fazendo o que muitos governos evitam: enfrentar a realidade de profundas restrições fiscais com seriedade e coragem. Os desacertos do ano fiscal de 2024 transbordaram para este ano - de 2025, sendo mais de R$ 640 milhões de déficit, (consta no Relatório do TCE/SP).

O que pouca gente contou foi sobre como isso corroeu as condições de fazer coisas melhores já neste 1° ano da cidade - sob nova direção. Sobre a mesa do Prefeito há bastante papeis - e estes contam coisas. Cabe ao gestor a definição do que precisa ser feito. E para tudo há consequências.

O Decreto de Contenção de Despesas foi prorrogado pela quarta vez. Chato isso, eu sei. Mas, se não fizer é pior. Uma necessidade inescapável. Para quem acompanha de perto a rotina administrativa, fica claro que se trata de algo diferente — uma decisão consciente de colocar o equilíbrio das contas acima da pressa política.

Se a régua fosse somente política, talvez devêssemos explorar mais os Inquéritos do MP/SP; a mais recente Operação da PF; a chiadeira de gente que ficou sem receber, tudo coisa herdada da gestão passada.

Não é, conquanto, a linha da atual Administração, que, por sua vez, opta por resultados práticos de gestão. E lança luz sobre tudo, há muita transparência. E até contra isso há quem aposte. Este é o caso de uma voz isolada da cidade que se usa de ONG's para alimentá-las com sua multidão de queixumes para gerar relatórios desfavoráveis à cidade. 

A verdade é que não há, até o momento, balanços para as cidades referentes ao ano de 2025, que sejam dos meios público ou privado - daqueles que são conhecidos e considerados pelo país, tais como os divulgados pelas entidades, como: TCE/SP, FGV, Fipe, Firjan, CNM e Transparência Brasil, por exemplo.

Para ter acesso a avaliações independentes e consolidadas da gestão de São Sebastião, é necessário aguardar a divulgação dos relatórios anuais das entidades, que ocorrerá no final de 2025 ou em 2026, com dados fechados de 2025. Mas, já temos visto folhetins costumeiros cirandando com queixumes isolados. Os atores e as táticas são as de sempre.

Em meio a tudo isso, há gestos que dizem mais do que mil discursos. O ato do Prefeito, que doou carros novos oficiais — inclusive o do próprio gabinete — para reforçar a frota da Polícia Municipal, é a tradução prática daquilo que se chama de governar com exemplo. A entrega do 'Cetro de Hemodiálise' reforça que é preciso ter foco na vida. A cidade ganha mais qualidade para se viver.

Ao chamado 'mercado", vejam só o grau da maldade de um opositor magoado, foi contada uma mentira: a de que o Prefeito Reinaldinho estaria desprestigiado e afastado do Governador Tarcísio. Não se leiloa a verdade, isso é inegociável.  Foi batido o martelo: A versão caiu, bastaram os fatos, quais foram, as imagens da Bolsa de Valores onde os investimentos para a travessia de balsas foram sacramentados, e o abraço consagrador de dois amigos: o Governador e o Prefeito.

Ao prorrogar a contenção de despesas, com economia alcançada de mais de R$ 400 milhões, o Governo não se escondeu atrás do discurso da escassez, mas se firmou-se na prática da prudência. Essa persistência administrativa é um ato de maturidade institucional. O Refis e o fim do improviso; o processo de criação da Taxa de preservação Ambiental - TPA como alternativa ao aumento do IPTU, não penaliza a população e corrige o fluxo de caixa.

Evite contar à alguém, mas, pesquise sobre como isso é gestão pública séria.

Muitos confundem contenção com paralisia. Mas há uma diferença enorme entre não fazer e fazer o necessário com consciência. Quando o Governo decide adiar despesas ou rever contratos, ele não está travando o desenvolvimento — está garantindo que ele seja sustentável. Essa postura exige coragem, porque abre-se mão do imediatismo. A boa governança exige tempo, método e prioridade.

Além disso, a Prefeitura vem atuando de forma integrada com autoridades policiais e judiciais numa verdadeira força-tarefa de combate ao parcelamento clandestino de terras e à ocupação desordenada do solo urbano. Essa é uma das frentes mais desafiadoras da gestão contemporânea, pois envolve enfrentar interesses econômicos, práticas ilegais e riscos ambientais.

O Governo abre as portas, entrega documentos, responde a todos os requerimentos oficiais e coopera integralmente com os órgãos de investigação e fiscalização. Essa é a diferença entre um Governo reativo e um governo transparente, confiante em sua lisura e convicto de seus atos, que atua por reorganizações silenciosas. E é nessa segunda categoria que coloco o momento atual do Município: uma fase de estruturação interna, de ajustes e de fortalecimento institucional.

Não conte a ninguém, mas o Governo de São Sebastião está fazendo a coisa certa. Em silêncio, com discrição e sem pirotecnia, vem aplicando um modelo de gestão fiscal e institucional que privilegia a responsabilidade, a legalidade e o futuro.

Em tempos de populismo orçamentário e discursos fáceis, isso é quase um ato de rebeldia.
E é por isso que vale dizer — mesmo que em tom de ironia: Não conte a ninguém, mas prudência também é progresso.

🖋️ Por Adelson Pimenta




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