SÃO SEBASTIÃO FAZ VERÃO PÚBLICO COM CUSTOS PRIVADOS

Modelo de gestão liderado por Reinaldinho consolida novo padrão de eventos, amplia receitas e reposiciona a cidade no radar do mercado


São Sebastião encerra - ou talvez inaugure - um novo ciclo na política de eventos públicos.

O verão 2026 não se resume a uma temporada bem-sucedida, o que já seria formidável de ser dito; ele sinaliza uma mudança estrutural na forma como o poder público articula turismo, economia e interesse coletivo. O que se observa é a transição de um calendário concentrado em picos sazonais para uma lógica contínua de ativação econômica, capaz de sustentar grandes eventos inclusive fora da alta temporada.

Os resultados explicam o interesse crescente de Prefeitos, gestores públicos e players do mercado de entretenimento e marcas globais. A cidade deixou de ser apenas destino turístico, tornou-se plataforma de negócios, vitrine institucional e ativo econômico regional.

Dados do Observatório de Turismo confirmam a percepção colhida nas ruas. 

No Réveillon, a taxa de ocupação hoteleira atingiu 96,23%, o melhor índice desde o início da série histórica, em 2018. A média geral da temporada alcançou 74,70%, contra 63,28% no ano anterior. Entre os meios de hospedagem, 81% registraram aumento médio de 18% no faturamento, sendo que 38,2% superaram a marca de 30%.

No setor de alimentação fora do lar, 93,3% dos estabelecimentos relataram crescimento médio de 20% nas receitas. Agências de turismo receptivo tiveram aumento médio de 25% no faturamento. Até a economia criativa respondeu: 40% dos artesãos da Rua da Praia apontaram crescimento médio de 11% nas vendas. O dinheiro circulou — formal e informalmente — em toda a cadeia.

Esse desempenho não é fortuito. Ele decorre de um modelo de gestão pública que integrou planejamento, Segurança urbana, Saúde, Logística, Turismo e Comunicação institucional, com coordenação centralizada e execução profissional. 

Centro, Costa Norte e Costa Sul foram conectados não apenas por infraestrutura, mas por propósito e estratégia.

O ponto mais disruptivo foi a decisão política que redefiniu a relação entre espaço público e iniciativa privada. A concessão de trechos da Rua da Praia para exploração privada de shows de grande porte - mantendo acesso gratuito ao público - rompeu resistências ideológicas e produziu eficiência econômica. O benefício permaneceu público.

A operação do Complexo Turístico da Rua da Praia pela empresa Viva+ e o patrocínio da programação da Praça Pôr do Sol, em Boiçucanga, pela Ambev, via processos formais, demonstram maturidade institucional e segurança jurídica. O resultado prático foi o silenciamento das críticas iniciais e a consolidação de um modelo replicável.

No ambiente digital, o impacto também foi expressivo: 40 milhões de visualizações orgânicas apenas no Instagram institucional da Prefeitura, reflexo de uma comunicação técnica, informativa e despersonalizada, focada no interesse público e alinhada à governança contemporânea.

O Governo da cidade apresenta, assim, um case raro no setor público: shows públicos, custos privados, ganhos coletivos. Mais do que um verão bem executado, o Município entrega ao mercado um sinal inequívoco de previsibilidade, capacidade de coordenação e visão estratégica.

Não se trata de marketing político. 

Estou cravando, com provas robustas em dados, números e estatísticas oficiais e verificáveis - com série histórica - sobre um eficaz, moderno e proativo modelo de gestão. E, como tal, o prefeito Reinaldinho opera menos como animador de plateias e mais como CEO de uma cidade que aprendeu a transformar temporadas e eventos em política pública sustentável. Coisa do século XXI.

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