TELÕES DA COPA: ESTIMATIVAS DE ATÉ R$ 25 MILHÕES NA ECONOMIA DE SÃO SEBASTIÃO

A decisão do Prefeito de incentivar o comércio local, dar segurança aos deslocamentos de pessoas e garantir acesso público a imagens de alta definição dos jogos projetam muito dinheiro circulando na economia local


A Copa do Mundo da Fifa tem hoje , em instantes, seu evento de abertura. Uma grande festa mundial. Ocorre em três países ao mesmo tempo, é uma novidade. O Brasil é um dos candidatos ao título e sua torcida, por óbvio, é apaixonada pelo futebol. Essa competição cria um cenário diferente no Brasil. É hora de torcer. Mas, também de faturar.
Pela rede social o Prefeito Reinaldinho Moreira anunciou sua decisão de instalar telões em bairros populosos como Topolândia e Boiçucanga, preservando ao mesmo tempo a dinâmica dos bares, restaurantes e estabelecimentos da região central, na rua da Praia.
Essa iniciativa cria uma condição favorável para ampliar a circulação de pessoas e estimular o consumo em diferentes regiões da cidade.
Os impactos positivos dessa disputa esportiva lá no exterior começam antes mesmo da estreia da Seleção da Confederação Brasileira de Futebol, cá em São Sebastião. E é possível estimar o impacto econômico , ou seja, o volume de dinheiro circulando na cidade - impulsionado pela ação da Prefeitura de São Sebastião. Com base em estudos, usei a IA para um balizamento nesse sentido.
Lojas de eletroeletrônicos registram aumento na procura por televisores e equipamentos de áudio. Supermercados, açougues, adegas e distribuidoras ampliam estoques de carnes, bebidas e produtos voltados às confraternizações. O comércio de vestuário também se beneficia com a venda de camisas e artigos temáticos.
O fato de os jogos da primeira fase ocorrerem no período noturno potencializa esse movimento. Historicamente, partidas realizadas à noite favorecem reuniões familiares, encontros entre amigos e maior permanência em bares, restaurantes e espaços públicos, ampliando o consumo e a geração de renda.
Embora não exista uma projeção oficial para o município, há metodologias utilizadas por instituições que servem de referência, como: a FGV, estudos sobre impacto econômico de grandes eventos, turismo e economia urbana; o Sebrae, pesquisas sobre comportamento do consumo e oportunidades para pequenos negócios durante eventos esportivos; a CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, levantamentos sobre consumo e atividade econômica em períodos de Copa do Mundo; o World Travel & Tourism Council, metodologias internacionais de mensuração dos efeitos econômicos do turismo e dos eventos, e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE, estudos sobre desenvolvimento local, economia urbana e efeitos multiplicadores de eventos.
Esses estudos indicam que grandes eventos esportivos produzem efeitos diretos, indiretos e induzidos sobre a economia local.
Aplicando essas referências à realidade de São Sebastião, é possível estimar que a primeira fase da Copa gere uma movimentação econômica adicional entre R$ 2 milhões e R$ 8 milhões. Em um cenário mais favorável, com avanço da Seleção Brasileira e ampliação das transmissões públicas para a região central, o impacto acumulado ao longo da competição pode superar R$ 10 milhões e alcançar até R$ 25 milhões.
Naturalmente, projeções dependem de fatores como clima, desempenho da Seleção e adesão popular. Ainda assim, a experiência observada em diferentes cidades brasileiras mostra que eventos dessa natureza estimulam vendas, fortalecem pequenos negócios e ampliam a circulação de recursos dentro da própria economia local.
Mais do que uma celebração esportiva, a Copa representa uma oportunidade de ativar setores econômicos, gerar renda e distribuir movimento comercial por toda a cidade. Quando bem planejado, o futebol deixa de ser apenas entretenimento e se transforma em um aliado do desenvolvimento local.

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