MATURIDADE INSTITUCIONAL COMO VETOR DE CRESCIMENTO
São Sebastião optou por maturidade institucional
e responsabilidade fiscal - e deu à política uma missão clara: resolver, investir e desenvolver.
Havia sim um sentimento coletivo de expectativa quando as urnas se fecharam em São Sebastião. Não se tratava apenas de alternância de nomes, mas de uma mudança de método. A nova legislatura emergiu das ruas, das conversas nas filas, das inquietações domésticas. O eleitor decidiu renovar - e o fez com propósito.
A maioria dos vereadores eleitos exerceria o mandato pela primeira vez. Jovens quadros, novas trajetórias, menos vícios institucionais. Ao mesmo tempo, consolidou-se uma ampla base de sustentação governista no Legislativo, enquanto a oposição foi reduzida a uma minoria formal. Esse desenho não foi obra do acaso; foi um recado claro das urnas: estabilidade, responsabilidade e foco em resultados.
O cansaço que gera mudança
Nos últimos anos, a Câmara Municipal de São Sebastião Oficial foi palco de episódios que extrapolaram o debate saudável - e mergulharam em uma sucessão de conflitos improdutivos. Processos ruidosos de cassação contra Prefeito e vereadores, iniciativas que atingiram setores estratégicos da economia - como as atividades portuárias, perseguições políticas internas e desperdício de recursos públicos, a exemplo de vultosos pagamentos a consultorias para uma Reforma Administrativa que sequer saiu do papel.
Quando o debate político se converte em espetáculo permanente, a instituição perde densidade moral. E o cidadão percebe. O contribuinte, que financia cada estrutura, cada salário e cada projeto, não tolera indefinidamente o uso da máquina pública para disputas personalistas. A metáfora popular é precisa: água demais mata a planta. Excesso de conflito corrói a legitimidade.
Foi nesse contexto que a sociedade decidiu recalibrar o sistema.
Hoje, o que se observa no município é uma convivência institucional harmônica entre a Prefeitura de São Sebastião, o Legislativo e Judiciário. Independência preservada, competências respeitadas, agendas conduzidas sem sobressaltos artificiais.
Não há submissão; há equilíbrio. E isso incomoda determinados segmentos e sujeitos que sobrevivem da fricção permanente. Para esses, a política só tem valor quando há ruptura, embate público, desgaste diário. Apostam na desconfiança como método e na instabilidade como estratégia.
Contudo, nem mesmo o chamado “Tribunal das Redes Sociais” tem ecoado essa narrativa. Tentativas reiteradas de produzir indignação digital, por meio de textos inflamados e vídeos estrategicamente editados, não encontraram tração social significativa. Algoritmos são frios: amplificam o que mobiliza, ignoram o que não convence. Se não há repercussão orgânica, talvez falte substância.
Desenvolvimento como eixo central: Superada a fase do conflito pelo conflito, o Município volta-se ao que realmente importa: desenvolvimento sustentável, planejamento de longo prazo e fortalecimento institucional.
A pauta atual é objetiva e estratégica: autorizar, em caráter excepcional, a contratação de operação de crédito por meio do Programa do Governo do Brasil - Novo PAC Saúde e do FIIS (Fundo de Investimento em Infraestrutura Social). Trata-se de instrumentos financeiros estruturados para ampliar investimentos em áreas essenciais, especialmente na saúde pública e na infraestrutura social.
Não se fala aqui de endividamento temerário. Fala-se de investimento com lastro institucional, dentro de programas federais estruturados, com regras claras e finalidade definida. O que está em discussão não é uma disputa ideológica. É a capacidade de ampliar o legado institucional para a população. É transformar crédito em equipamento, em obra, em atendimento, em serviço qualificado.
A política que resolve: O cidadão comum não quer teatro. Quer solução. Não deseja escaramuças verbais transmitidas ao vivo; quer consulta médica, infraestrutura funcional, equilíbrio fiscal e previsibilidade administrativa.
A nova legislatura tem diante de si uma oportunidade histórica: provar que a renovação foi mais que estética - foi ética e pragmática. Demonstrar que maioria não significa autoritarismo, mas governabilidade. Que oposição reduzida não implica silenciamento, mas responsabilidade ampliada. O momento exige grandeza. Exige que vereadores, Prefeito e vice-prefeito honrem o mandato popular com decisões técnicas, transparentes e orientadas ao interesse coletivo.
O eleitor já cumpriu sua parte ao renovar. Agora, cabe aos eleitos consolidar a confiança.
A história recente ensinou que a instabilidade desgasta e paralisa. O presente demonstra que harmonia institucional pode acelerar. O futuro dependerá da capacidade de manter o foco. Porque, no fim, a política só encontra legitimidade quando entrega resultados. E é isso - simplesmente isso - que o povo quer: soluções e melhorias.
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