SÃO SEBASTIÃO: A NOTA 10 NÃO É SLOGAN. É INDICADOR

Analisando os dados do Hospital ao conjunto da economia local como reflexo da gestão municipal - e comparando com os últimos 10 anos, eles atestam um Município ainda melhor



Há uma década, o Hospital de Clínicas de São Sebastião (HCSS) - referência regional e sustentado por uma lógica filantrópica operava sob tensão documental. A qualidade técnica nunca esteve em xeque; a fragilidade jurídica, sim. Para um hospital que atende pelo SUS, a ausência das certidões exigidas não é detalhe burocrático: é risco sistêmico. Compromete convênios, encarece custos, fragiliza parcerias e retira previsibilidade administrativa.
A reconquista do certificado de filantropia, sob a gestão do prefeito Reinaldinho Moreira, altera estruturalmente esse cenário. Garante previsibilidade institucional, protege fluxos financeiros e preserva a sustentabilidade do atendimento.
Em termos objetivos, hospitais filantrópicos regulares podem operar com estrutura de custos mais eficiente - inclusive na folha de pessoal - o que amplia margem para investimento e estabilidade. Saúde pública não se improvisa: exige governança.
Em São Sebastião, dois vetores ajudam a medir o momento institucional do Município: a saúde pública e a economia do turismo. Ambos apontam para um ciclo de reorganização administrativa com efeitos concretos.
O movimento de reposicionamento institucional que está ocorrendo não se restringe ao hospital. Ele dialoga com um redesenho mais amplo da economia local, conforme publiquei nesta página em 29/01: "São Sebastião faz verão público com custos privados". A expansão expressiva da atividade econômica em múltiplos setores.
A estratégia de gestão inovadora do verão adotada pela Prefeitura de São Sebastião - com grandes eventos financiados integralmente pela iniciativa privada no Centro histórico e, na Costa Sul, com organização municipal produziu um resultado que merece análise fria: ativação econômica sem expansão proporcional de despesa pública, reduzindo portanto a pressão sobre o Tesouro.
O modelo híbrido distribuiu responsabilidades e potencializou resultados. Os dados do Observatório de Turismo São Sebastião - SP são eloquentes.
Neste ano de 2026, o Carnaval bem organizado, que aconteceu na esteira do bem sucedido período de grandes shows de verão, registrou 87,70% de ocupação hoteleira, a maior taxa da última década.
Não é apenas turismo. É cadeia produtiva aquecida, arrecadação ampliada, empregos temporários convertidos em renda circulante; restaurantes lotados, comércio aquecido, ambulantes formalizados.
Nada para rivalizar atores políticos ou armar palanques desnecessários. Não é esse o objetivo, pelo contrário. O ponto central é institucional. Evento bem-sucedido não se resume a palco e público; exige planejamento de trânsito, segurança, limpeza urbana, resposta hospitalar e coordenação intersetorial. Quando esses sistemas funcionam simultaneamente, a gestão deixa de ser episódica e passa a ser sistêmica.
É assim que se faz de São Sebastião - uma cidade nota 10, um lugar ainda melhor para se viver.
Isso não elimina desafios estruturais, como dependência sazonal do turismo, pressão sobre infraestrutura urbana, necessidade permanente de equilíbrio fiscal. Mas indica uma mudança de postura: diagnósticos produzidos, ações implementadas, resultados medidos e ciclos ajustados. O que se observa é um método: diagnóstico, ação executiva, monitoramento e correção de rota.
Não é espetáculo; é gestão baseada em indicadores.
Naturalmente, resultados conjunturais precisam ser sustentados no médio prazo, especialmente diante de variáveis externas como royalties, transferências e sazonalidade turística. O desafio agora é transformar picos de desempenho em padrão permanente.
E, nesse sentido, já está sendo empreendida uma grande de grandes eventos, inclusive de etiqueta internacional, para a gestão da baixa temporada na cidade, com eventos culturais e esportivos.
São Sebastião não alcança “nota 10” por aclamação. Obtém quando hospital regulariza sua base institucional, quando eventos geram receita sem desequilíbrio fiscal e quando o interesse coletivo prevalece sobre a disputa política. Gestão pública se mede por consistência. E, neste momento, os indicadores apontam avanço.
E reputação, em política pública, é capital duradouro.
Obs) Arte meramente ilustrativa, gerada por IA

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