PORTUÁRIOS CRERAM, AO LADO DO TOMÉ
Com hábil articulação do prefeito Reinaldinho, que conquistou apoio decisivo do deputado federal Marcos pereira, o projeto para o Porto de São Sebastião será reexaminado e alterado
Uma frase atribuída ao político César Maia, quando este era Prefeito do Rio de Janeiro, vem à calhar. Diz-se que alguém lhe teria questionado sobre plano para a zona portuária, falando que o Porto estava de costas para a cidade. Mas, a perspectiva do governante era outra, e foi cravada em sua resposta - quando teria expressado que o Porto era a "porta para o mundo".
No caso mais recente, em São Sebastião, o Prefeito Reinaldinho Moreira nacionalizou a voz portuária local no processo de desestatização do Porto - gerido pela Cia. DOCAS - SÃO SEBASTIÃO. E foi justamente, senão somente por isso, que houve avanços.
Com cada passo bem pensado em direção a solução, na última terça-feira, dia 7, em mais uma reunião no Ministério de Portos e Aeroportos- Mpor, foi possível finalmente celebrar mais uma fase. As vozes portuárias (sindicalistas, logo, trabalhadores e operadores privados que atuam há anos no setor local), conquistaram o direito de revisão sobre o projeto.
Falaram com Tomé, o Ministro, e creram.
A tarefa parece simples ao falar a respeito, mas, é muito mais complexa na prática.
Há diversos interesses envolvidos, o país carece dessa reestruturação de sua infraestrutura logística - e tudo isso decorre sob prazos sempre muito apertados.
Foi em meio a realização de audiência pública, prazo legal e vigente para contestações críticas ao formato do negócio proposto na iniciativa do Governo do Brasil, com apoio político direto e constante do deputado federal Marcos Pereira 1010, (Republicanos), que ficou decidido sobre um freio na tramitação do projeto.
A ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários já foi notificada para devolver ao Mpor toda documentação de referência para revisão técnica sobre o modelo de gestão e exploração operacional das atividades comerciais.
A manutenção do berço público e das áreas destinadas às atividades dos operadores locais é condição inegociável e não estava previsto no desenho da desestatização.
O Porto de São Sebastião, assim como o Terminal Marítimo - Tebar são fronteiras de fato do município com mundo, logo, estratégicos para os interesses do Brasil.
Estudos não oficiais dão conta de que, se considerar como Porto Integrado, as atividades econômicas correspondem a uma das principais fonte de arrecadação do Município.
No início dessa iniciativa da União pela desestatização, o Relatório que consubstanciava o processo registrava déficit, ou seja, apontava que o Porto dava prejuízo. No final de 2019, movimentava algo em torno de 600 a 700 mil mil toneladas e tinha faturamento em torno de R$ 22 milhões.
Em 2024 foi 1.530 mi de toneladas, com R$ 59 milhões; e em 2025 1.470 mi toneladas, atingindo a quantidade de R$ 75 milhões, sendo que operou menos que o ano anterior e faturou mais.
Os números precisam ser lidos com a dinâmica das operações. Movimentação de navios no canal e quantidade de carga armazenada X tempo armazenado.
Em 2025 houve um pouco menos de carga que 2024, mas, o faturamento foi maior, justamente porque questões de logística, armazenamento, estrutura de escoamento com ganho de tempo e tarifas diferenciadas, os resultados finais foram melhores.
Em 2026, a estimativa é de R$ 77 milhões de faturamento, se for mantida a projeção de movimentação de cargas.
Por conta disso, a população estranha o silêncio público da direção da Autoridade Portuária, mas, vê com satisfação a união de esforços entre o setor e o Prefeito da cidade - na construção de uma solução técnica e institucional, "com foco na proteção da atividade econômica local e no equilíbrio das decisões regulatórias que impactam diretamente a população”, conforme afirmou Reinaldinho.
A Secretaria Nacional de Portos já oficiou a Antaq requerendo toda documentação para um reexame. Essa é uma grande vitória da população sebastianense.
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